Pandemia impulsiona novos processos no setor industrial

Diante do cenário de pandemia em todo o mundo, o setor industrial foi mais um segmento da economia a ter que alterar processos e se readequar à nova realidade. Protocolos que reforçam os cuidados com a saúde e segurança do trabalhador estão sendo atualizados. A partir disso, usar a tecnologia como aliada altera a rotina do setor, além de trazer novos benefícios. O assunto foi abordado pelos participantes da Live Diálogos Fieb, realizada no dia 2 de junho pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia com representantes dos setores de celulose e papel, mineração e vestuário.

Para Sabrina de Branco, presidente do Sindpacel e gerente sênior de Relações Institucionais, Comunicação e Sustentabilidade da Bracell, a pandemia impulsionou uma maior utilização de videoconferências, o que deve deixar um legado de aprendizado para as empresas. “Com os aplicativos de conferência, tivemos que reaprender a forma de fazer as reuniões de trabalho”, afirma.

Na opinião de Sabrina, muitos gestores se interessaram por essa forma de se comunicar e estão reaprendendo a forma de fazer reuniões, o que gera ganho de produtividade. “Isso reduziu o tempo das reuniões, eliminou a perda de tempo com deslocamento. Acabou aquele pensamento de quem estiver online não vai ouvir direito ou participar da mesma forma. E não é isso. É prático. “Estamos tendo que nos reinventar e está funcionando”, acrescenta.

Para Paulo Misk, presidente e CEO da Vanádio de Maracás e Largo Resources, as empresas têm focado no essencial. “As atividades que não agregavam valor deixaram de ser feitas e a gente focou naquilo que garante uma condição segura para as pessoas, uma condição que a empresa possa cumprir o seu papel, produzindo de maneira eficiente e mais eficaz possível. A gente tem que rever a necessidade de estar todo mundo indo para uma unidade mais remota e integrar mais as pessoas através das redes sociais. Segundo ele, além da eficiência, “a questão da empatia e a identificação com a sociedade, no sentido de fazer o bem que seja bom para todos, é um ganho incrível”.

Arlinda Negreiros, gerente de Meio Ambiente e Responsabilidade Social da Fieb, diz que o uso da tecnologia também traz outros ganhos, além dos econômicos. “Reduz o risco para o trabalhador. Avião, carro, estrada… São custos de segurança na atividade produtiva que se replicam efetivamente no produto e que, com essa questão, a gente reduz”, ressalta.

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