Exercícios físicos e dieta balanceada melhoram qualidade de vida dos idosos

Com a orientação de profissionais, essas atividades ajudam nos ganhos motores e neurológicos, além de prevenir doenças

Foto: Pexels (Divulgação)

Os idosos passam por intensas transformações no corpo e nas relações sociais e, quanto mais estiverem ativos e com uma boa alimentação, melhor será sua qualidade de vida.  A prática de exercícios físicos, por exemplo, traz benefícios cardiorrespiratórios, neuromusculares e psicológicos, com efeitos sobre a composição corporal e a cognição, e contribuem para retardar o envelhecimento, resultam no bem-estar geral, melhora da autoestima e em mais autonomia para realizar as atividades do dia a dia. 

Segundo o coordenador do curso de Educação Física da Unijorge, Iuri Nascimento, nessa faixa etária, a prioridade é o desenvolvimento da capacidade aeróbica, da flexibilidade, do equilíbrio, da resistência e da força. Entre as modalidades indicadas estão:  hidroginástica, pilates, treinamento funcional e musculação. “A atividade precisa gerar satisfação e motivação para o idoso, pois, dessa forma, a adesão ao programa de exercícios será facilitada e os resultados, inerentes à prática regular, serão otimizados”, destaca.

De acordo com Iuri, para iniciar qualquer atividade física é necessário fazer uma avaliação clínica e funcional para detectar possíveis limitações, antes mesmo da escolha da modalidade a ser praticada. A orientação de um profissional de Educação Física é fundamental para determinar intensidade e frequência dos exercícios, para que a atividade seja feita de forma consciente e criteriosa, evitando excessos e lesões.  “Vestimenta adequada, estado nutricional e hidratação também são importantes, antes do início de uma sessão de exercícios”.

A alimentação para quem já passou dos 60 anos também requer cuidados especiais. As alterações do processo de envelhecimento tornam o indivíduo mais vulnerável a problemas de saúde e nutrir o corpo corretamente ajuda na prevenção e no tratamento de condições adversas. A professora do curso de Nutrição da Unijorge, Pricilla Moreira explica que doenças crônicas com alta prevalência em idosos, como o diabetes e a hipertensão, podem ser controladas por modificações na dieta. Deve prevalecer o consumo de frutas, verduras, raízes, gorduras boas, como azeite de oliva e castanhas e alimentos fontes de proteína como ovos, carnes menos gordurosas, peixes e laticínios. “As proteínas são nutrientes essenciais para a manutenção das funções do corpo, no funcionamento muscular e devem estar presentes em todas as refeições principais”.

A hidratação também é um ponto importante, já que a reserva fisiológica de água é reduzida com o envelhecimento e perde-se a sensibilidade à sede. Para os idosos que utilizam medicamentos diuréticos, essa reposição precisa ser acompanhada. Pricilla chama atenção para o controle no consumo de açúcares, que são carboidratos simples e que estão associados a doenças cardiometabólicas, como doenças cardíacas e diabetes.

“Uma alimentação saudável não precisa ser complicada e restritiva, especialmente para a pessoa idosa. Deve ser feita com prazer, sabedoria e equilíbrio. É importante priorizar os alimentos naturais, e lembrar sempre: descasque mais e desembale menos. Substitua o biscoito por raízes, o suco de pó ou de caixa pela fruta ou pelo suco natural, o tempero pronto por temperos naturais”, conclui a professora.

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