As habilidades do profissional do futuro, por Cinthya Medeiros

A impressionante aceleração de diversos processos provocados pela pandemia do Covid-19 aponta para a necessidade dos profissionais se preparem para um cenário no mercado de trabalho aonde serão exigidas novas habilidades humanas (soft skills) e habilidades técnicas (hard Skills). Este novo contexto que se apresenta, com impactos profundos na atividade produtiva, exige um olhar bastante atento de cada um na nossa formação, os gaps que se apresentam nas habilidades e a construção de uma estratégia para desenvolvê-las ou aprimorá-las.

Especialistas apontam algumas habilidades que devemos aprimorar para não sair do jogo. Na área das soft skills, habilidades pessoais que representam algo a mais de cada um de nós, a criatividade continua sendo uma das mais importantes. Criar se tornou uma urgência e não é um privilégio apenas de artistas, mas pertence a todos nós. A criatividade é o que leva a sonhar, sonhos que mais tarde se tornam realidade.

Foto: Pixabay

 

Com a implementação do home office, a autonomia desponta como uma habilidade fundamental para enfrentarmos o futuro pós pandemia. É o pensar agora. As pessoas têm que ser responsáveis pelos resultados do seu trabalho, e dar conta de sua atividade mesmo sem estar sob os olhos de suas lideranças.

Temos ainda a adaptabilidade como uma importante habilidade humana neste contexto. A adaptação é importante e revela um único caminho: ou se adapta, ou morre. A resiliência é fundamental para aceitarmos um futuro que é cada vez mais incerto. Abraçar este suposto caos nos torna mais fortes.

E uma das principais é a habilidade do pensamento crítico, que nos conduz a uma boa resolução dos problemas. Esta habilidade envolve a utilização de todas as capacidades juntas. Precisamos de um bom repertório de pensamento e ações em busca da solução de desafios.

E quanto as hard skills? Quais são as habilidades técnicas necessárias para o profissional do futuro? Estas habilidades podem ser aprendidas e facilmente quantificadas. O importante é montarmos uma estratégia para a construção do nosso conhecimento. E entender o que preciso saber para melhorar a minha formação profissional. Sabemos que atualmente, no mercado, temos muito braços disponíveis, mas poucos cérebros.

E como lido com este fenômeno? Qualificação permanente. Entra ai o processo de Life Long learning, a educação continuada, que nos torna agentes ativos de nossa própria educação.  Como afirma a consultora e estrategista em tecnologia, Ana Carolina Monteiro, precisamos estabelecer o processo de autogestão. Sermos especialistas flexíveis. Isso significa termos uma boa base de formação e irmos complementando com as qualificações necessárias para estarmos em sintonia com o mercado.

Cinthya Medeiros
Diretora da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom-BA), mestra em Administração e diretora da ATcom-Comunicação Corporativa.

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